Sucesso e Felicidade :)

Imagem de um atol nas Maldivas

Atol Maldivas, foto Rejane Santos

Estava em um daqueles “ataques” em que tentamos a todo custo “validar” uma determinada situação; entre o que já construimos e o que ainda desejamos construir. Fazendo o PDCA pessoal (Plan, Do, Check, Act), quando tive um estalo sobre o sucesso e a felicidade. Antagonistas por vezes, mas complementares em outras, nos levam a pensar sobre as escolhas e transformações que forjam o nosso caráter, a nossa percepção de mundo sobre o que realmente tem valor.

Existe felicidade sem sucesso? O que é sucesso afinal?

Ao meu ver, do muito que já lí, o sucesso está relacionado à satisfação pessoal sobre algum acontecimento, conquista, em um dado momento de nossas vidas. Para alguns, pode ser a aquisição de bens; para outros a superação de seus limites; para outros, a independência financeira, tirar um ano sabático, dar a luz, ver seu filho aprender a andar  e assim sucessivamente.

Trata-se de um fenômeno efêmero, já que o sucesso do passado não garante o sucesso do momento presente.  Pode ser, também, um componente aliciante do ego, quando “precisa” ser alimentado constantemente.

Aos olhos da sociedade, o sucesso permeia alguns  parâmetros. Se você tem poder, fama e dinheiro, é considerada uma pessoa bem sucedida. Basta apenas um destes requisitos para que esteja “enquadrada” no padrão. Entretanto, nesta descrição de ser “bem sucedido”, uma série de outros fatores são colocados debaixo do tapete.

O sabor do sucesso, nem sempre está relacionado com o “estar e ser” feliz. Dá um nó em muitas cabeças pensar que uma pessoa pode ser muitíssimo bem sucedida, com todos os acessórios e componentes do “status quo” e não ser feliz. Assim como é comum crer que uma pessoa por ocupar uma carreira sem “glamour”, não é bem sucedida ou feliz.

Por este motivo, encontramos tantas pessoas que mudaram o curso de suas vidas para o encontro com os seus anseios e, aí sim, sentir o sucesso segundo os seus próprios parâmetros, longe dos olhos do padrão social. Pode ser que nesta busca, os pilares representantes de sucesso definidos pela sociedade, sejam alcançados, também. Entretanto, há um componente muito especial que se chama “auto realização”. Parece confuso?

Case 1 – “O economista, Luiz Seabra tornou-se gerente de um laboratório aos 25 anos, experiência que o colocou em contato com o mercado de cosméticos. Em 1969, aos 27, abriu uma loja própria em São Paulo e fundou a Natura, que ganhou força com o sistema de venda direta: na década de 80, a companhia cresceu mais de 30 vezes em faturamento. O resultado da Natura fez com que Seabra entrasse na lista dos bilionários feita pela revista Forbes, com uma fortuna estimada em 1,6 bilhão de dólares”.(w.gfkindicator.com)

Case 2- Uma importante e premiada executiva na área de propaganda, Sara Vivenzio, era responsável por contas como Mercedes-Benz e resolveu deixar tudo para trás para se envolver com queijos. Seu (antes) namorado (atual marido) a convidou para viver em São Francisco. Pensou sobre o que poderia fazer de sua carreira e lembrou-se dos seus avós (italianos) que fabricavam a sua própria muçarela (ou mozarela). Aceitou um emprego de $10,00 em um aloja de queijos, aprendeu e, atualmente, abriu a “Cheese School of San Francisco”. Feliz, feliz, feliz !

Caso 3 – Uma executiva de wall street, deixou seu cargo de vice presidente em uma renomada instituição financeira e tudo o que estava envolvido, claro, para se tornar uma malabarista. Em sua aparição na TV, apresentava um sorriso de orelha a orelha.

Como podemos ver, o sentido de “sucesso” pode ser encontrado  “além” da fama, dinheiro e poder. Há um brilho no olhar de quem sabe apreciar o sucesso, porque ele transcende aos olhos de quem o vê. Ele não é o sentido único da sua emanação exterior; ele é o acompanhante. O sentido máximo que gera o verdadeiro valor do sucesso, está na felicidade de alcançar o que, para o ser, é verdadeiramente importante, o que gera autorealização. E não ao contrário: “tenho sucesso e por isto sou feliz” .

Quem sabe apreciar o sucesso, não dorme nos louros, sabe usufruir daquele momento especial como se fosse  único e não fica “ doente”, se o sucesso passar. Ele é efêmero, lembra?

Uma pessoa pode atingir um certo grau de status social com o poder, mas sem a realização pessoal, sem saúde, sem o amor de seus familiares e a sua rede social, tudo o mais perde o sentido. Talvez isto explique porque muitas celebridades maravilhosas se perdem e se autodestróem, quando alcançam tudo o que desejaram. A construção se deu sobre bases enfraquecidas, não tiveram tempo para construí-las, diante das luzes ofuscantes e das cobranças “externas” para a projeção de uma determinada “imagem”. O mesmo pode acontecer com qualquer pessoa em menores proporções, nas organizações. Já presenciei alguns casos de pessoas que perderam o crachá e com ele: o nome, a identidade, o chão, quando demitidas.

Seja lá qual for a sua definição de sucesso, ela é unicamente sua, sua escolha. Seja na aquisição de bens, abrir o seu próprio negócio, construir uma casa de praia, um relacionamento com alguém, construir uma família… construa o seu próprio conceito de sucesso, construa em bases sólidas sobre o que você realmente valoriza e, principalmente, o que te faz feliz !

Para mim a melhor definição de sucesso está nas palavras de Roberto Shinyashiki: “O sucesso é ser feliz”.

Seja feliz, pax, lux,

Rejane

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